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  • Luzi Telles - Diretora

Nossa experiência com a paralisação devido ao Coronavirus

Transformar um planejamento presencial em online em duas semanas, contando com a união de uma equipe super engajada foi um dos nossos grandes trunfos!

Heitor, aluno do 2º ano A, da Tia Andressa, em sua primeira aula online.


Desde fevereiro sentíamos que as notícias sobre o Coronavirus estavam chegando mais próximas da nossa realidade. Agora não era mais apenas na China, aquele lugar tão longe, mas de onde recebemos alunos também, que sempre eram lembrados ao assistirmos os jornais ou lermos um artigo na internet. De repente a epidemia já estava na Europa e nos Estados Unidos. Era fato que chegaria até nós.


Isso tudo nos fez também refletir sobre 2009 e a H1N1 quando, de um dia para outro a escola foi fechada. Sem nenhum tipo de preparação para os alunos, para os professores, muito menos para as famílias. Não queríamos que isso acontecesse novamente.


Na semana do dia 02 de março reuni as coordenações e compartilhei minhas preocupações com elas. Desta vez teríamos que ter um plano de ação bem delineado caso tivéssemos que fechar a escola, como estava acontecendo em outros países.


Este foi nosso grande trunfo. A preparação antecipada para o que não sabíamos se realmente ia acontecer, mas nos preparamos. Isso era o mais complicado: fazer planos para algo que não sabíamos se ia acontecer. Poderia ser um trabalho inútil, que não seria usado.


Em duas semanas transformamos todo um planejamento presencial em online.


Professores, coordenadores, editoração e direção se uniram em um esforço coletivo que nos emocionava. Elaboraram atividades gráficas complementares, reorganizaram o uso dos livros, buscaram soluções tecnológicas, pesquisaram livros e brinquedos pedagógicos que a escola dispunha para disponibilizar para as famílias levarem para casa.


Quando estávamos com tudo quase pronto, nossa consultoria educacional nos alertou que o CNE (Conselho Nacional de Educação) não reconheceria aulas à distância. E agora?


Novas discussões e sugestões entre a equipe e partimos do princípio de que os alunos não poderiam ser prejudicados em sua aprendizagem, assim mesmo que tudo que fizéssemos não fosse reconhecido pelos órgãos governamentais, nossos alunos não perderiam o ritmo de aprendizagem e continuamos a nos organizar por eles, pelos nossos alunos! Semanas mais tarde o Conselho reconheceu as aulas remotas.


Elegemos inicialmente a seguinte proposta: organização de um roteiro diário endereçado para as famílias - do infantil ao 5º ano - e aos alunos do 6º ao 9º ano - com gravação de vídeos explicando as atividades diárias, que seriam enviados via agenda digital, além do uso de um app importante neste momento que era o Aprimora, que nos permitia trabalhar as disciplinas de português e matemática de forma remota, mas em tempo real com o acompanhamento dos professores. Foi também disponibilizado para as famílias e alunos um plantão, nos horários de aula para tira dúvidas via WhatsApp e agenda digital.


Em meio a este furor todo fechamos parcerias importantes: Geekie, uma super plataforma onde professores e alunos tem acesso aos conteúdos virtualmente com acompanhamento em tempo real pelos professores para o fundamental II, a Vivadi para educação infantil ao 3º ano que é uma plataforma para darmos continuidade ao aprendizado de inglês, além do Duolingo para escolas que está sendo usado para as turmas de 4º e 5º anos, uma vez que a escola trabalha com o sistema de ensino bilíngue e queríamos dar continuidade de alguma forma ao ensino de inglês de forma mais sistemática, mesmo distantes.


A primeira semana foi um grande sucesso! Tivemos 91,83% de participação das famílias no acesso às aulas gravadas. Foi um "festival" de fotos e vídeos publicados por elas mostrando seus filhos participando das atividades.


Este sucesso nos deu segurança para um segundo passo na terceira semana: implementamos aulas ao vivo. Agora, em um modelo "flipped classroom" adaptado os alunos assistem aos vídeos gravados, realizam as atividades e, em seguida, os professores entram ao vivo com os alunos divididos em pequenos grupos, para tirar dúvidas e explicações mais profundas de novos conteúdos.


Precisaremos repor estas aulas? Trabalharemos aos sábados? Estenderemos o horário de aula? Não sabemos e neste momento isso não é o mais importante para nós. Para nós o mais importante é que a escola não pare, que aprendizagem não pare, que os alunos e as famílias não fiquem desassistidos.


Tenho certeza que, diferente do que pensamos inicialmente, sairemos mais fortalecidos profissional e emocionalmente deste momento, assim estamos nos adaptando e reinventando todos os dias. Nós como equipe, temos muito a aprender, mas temos muita disposição para aprender e isso faz a diferença!

Vídeo com a compilação de fotos e vídeos enviados no 1º dia de quarentena


Luziangela Cornelsen de Queiroz Telles é psicóloga, especialista em desenvolvimento editorial pela PUC_PR e gestão escolar pela USP-SP e diretora da Escola Projeto / Lápis de Cor desde 1995, com palestras e trabalhos publicados no Brasil, México e Chile.


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