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  • Luzi Telles - Diretora

Tudo que a COVID está fazendo nossos alunos desaprenderem ...e como amenizar isso com alegria!


O retorno às aulas presenciais tem nos mostrado quanto é rico e importante o conviver para as crianças. Eles estão felizes, eufóricos e cheios de energia! Afinal foi quase um ano dentro de casa. Agora na escola eles estão tendo que se adaptar a uma nova realidade de não compartilhamento, de não contato físico. Tudo o que sempre ensinamos e pregamos como filosofia básica, estamos tendo que refletir.


Imagina uma escola onde as famílias podiam entrar todos os dias, nos horários de entrada e de saída, na sala da criança e bater aquele papinho rápido com a professora sobre como foi a noite da criança em casa ou o dia dela na escola. Agora os pais ficam no portão.


Foram anos de luta para que as pessoas entendessem e aceitassem a proposta de não ter carteiras em sala de aula e sim mesas para o trabalho coletivo. Agora os alunos estão em menor número e separados por placas de acrílico.


O que falar então sobre o dia do brinquedo? Criado para que os alunos entendessem a importância do compartilhar e do cuidar do objeto do outro. Sempre pedíamos que preferencialmente os pais enviassem jogos, bolas ou conjuntos de objetos que pudessem ser compartilhados.


E o lanche? Que feio era não dar um pedacinho do seu bolo para o coleguinha que ficou com vontade experimentar.


Agora, quando existe um desentendimento, não se pode mais pedir para que se desculpem e finalizem com um abraço para em seguida saírem os dois “brigões” de mãos dadas correndo pelo pátio!


A adaptação à nova realidade não tem sido fácil para os educadores (muito menos para os pais), mas podemos ao menos amenizar um pouco isso tudo com alegria? Sim, podemos. Como?


· Continuando a reforçar que compartilhar é uma das ações mais belas do ser humano e que podemos fazer isso de outras formas, compartilhando oralmente nossos sentimentos e sendo acolhidos pelo ouvir do outro, por exemplo.


· Criando outras formas de cumprimentos e demonstração de afeto com a turma. Como fazer “coraçãozinho” para o amigo é pedir desculpas. Bater com o cotovelo é dizer “oi”. Abraçar a si mesmo é dizer “eu estava com saudades”.


· Contando histórias para os pequenos que foquem na importância de ajudar e de compartilhar.


· Reforçando o ensino híbrido de verdade. Aquele onde trabalhamos por estações ou aula invertida por exemplo, assim os alunos compartilham suas experiências de aprendizado, inclusive com os que estão on-line.


· Criando e utilizando jogos online que são jogados em grupo, mas a distância.


Enfim, explicando para as crianças que isso é transitório; que vai terminar com o fim da pandemia; que voltaremos ao normal de antes e que ser uma boa pessoa é algo intrínseco, que vem de dentro, independente das circunstâncias!



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